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Banco de germoplasma conservado

Herbário de Vila Real

O Herbário do Jardim Botânico da UTAD, identificado pelas siglas HVR, é hoje o reservatório germoplasmático de quase duas mil espécies de flora vascular. Cerca de 90% desta diversidade procede da Península Ibérica, sendo que três quartas partes estão constituídas por espécimenes portugueses.

A biografia deste herbário, embora breve, não deixa de albergar alguma curiosidade histórica. De facto, o HVR tem as suas raízes entre finais da década dos anos trinta e a primeira metade da década dos anos quarenta do século passado. Nesta época teve início uma das mais estranhas passagens da história botânica portuguesa, resultado de uma vontade incipiente de ordenamento do território na Região Demarcada do Douro. O antigo Instituto do Vinho do Porto pretendia proceder à zonagem da região vinhateira que representava, de modo a poder gerir melhor este valiosíssimo recurso natural. Acabaria assim por contratar os serviços de um reconhecido professor do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, João de Carvalho e Vasconcellos, que com o não menos eminente investigador Francisco Ascensão Mendonça, reúnem uma equipa entre os seus melhores alunos. J. Gomes Pedro, L. Grandvaux Barbosa, J. Pinto Lopes, M. Myre ou F. José Garcia são esses destacados candidatos, que imediatamente partem para a cidade da Régua em diferentes turnos. O trabalho era extremamente duro e desgastante, pois era preciso percorrer toda a Região com ajuda do comboio e de um animal de carga. Esta tarefa fará com que a equipa nunca chegasse a trabalhar toda junta, pois o esforço físico necessário para realizar este trabalho obrigava aos investigadores a levar uma vida quase nómada ao longo do Douro vinhateiro. Numerosas foram as vicissitudes e anedotas que semearam este capítulo da história da ciência em Portugal. Desde noites na prisão, como a passada por Gomes Pedro confundido com um espião alemão, até algum que outro desengano amoroso e muitas horas, dias e semanas de trabalho com colectores que também passaram a formar parte desta entranhável e bela história (como J. Pedrogão de Jesus, jovem activo e sempre bem-disposto, bem como o mais destacado colector botânico neste projecto).

Herbário de Vila Real

O resultado deste trabalho está condensado em vários números monográficos dos Anais do Instituto do Vinho do Porto, mais tarde compilados, revistos e implementados pela equipa do Jardim Botânico da UTAD (publicados em 2005 nos três volumes da Flora da Região Demarcada do Douro, editada em Mirandela pela empresa João Azevedo). Cada espécie do extensíssimo catálogo florístico elaborado pela equipa original do Instituto Superior de Agronomia foi devidamente reunida numa colecção herborizada. Neste sentido, os seus insignes orientadores João Vasconcellos e Francisco Mendonça obrigaram às equipas de campo a recolher material suficiente para compilar uma exsicata, a modo de duplicado da colecção original. Foi precisamente esse duplicado que em finais dos anos setenta foi amavelmente cedido pelo Departamento de Botânica do Instituto Superior de Agronomia, ao ainda Instituto Politécnico de Vila Real, mais tarde Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. O professor desta instituição José Alves Ribeiro e o seu primeiro conservador, o professor Aguiar Macedo, foram os fundadores do actual herbário HVR, juntamente com o não menos activo e dedicado colector e botânico António Coelho da Costa.

O Herbário do Departamento de Biologia e Ambiente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro seria oficialmente fundado a nove de Janeiro de 1987.

Herbário de Vila Real

O herbário HVR mantém com várias instituições nacionais e estrangeiras um profícuo intercâmbio de material herborizado, estendendo a procedência da informação existente. A colaboração com outras instituições no desenvolvimento de projectos de investigação, bem como a realização de expedições florísticas a diversas zonas, quer da Península Ibérica, quer da bacia mediterrânica contribuem para o constante enriquecimento da colecção.

Todo o material recolhido nas saídas de campo é posteriormente identificado e ordenado sistemática e taxonomicamente, de modo a permitir a sua catalogação e localização geográfica numa base de dados devidamente desenhada para tal finalidade. Hoje HVR é uma colecção estável e que muito em breve estará disponível on-line ... Como não podia ser de outra forma no Jardim Botânico da UTAD.

 

Em breve terá ao seu dispor uma interface de acesso à informação contida no Banco de Germoplasma da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

 

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