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O Jardim Botânico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

O Jardim Botânico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, reconhecido internacionalmente a partir de 27 de Maio de 1988, aquando da realização do 1º simpósio da Associação Ibero-Macaronésica de Jardins Botânicos, constitui uma das colecções vivas mais importantes de Portugal. Localiza-se no Nordeste de Portugal, na cidade de Vila Real, a cerca de 500 metros de altitude, abrangendo os terraços e escarpas sobranceiros ao Rio Corgo, integrados na Reserva Ecológica Nacional e Rede Natura 2000.

Actualmente regista cerca de 1000 espécies vivas, formando parte de um variado conjunto arquitectónico - paisagista no interior do campus universitário (Quinta de Prados e Quinta de Nossa Senhora de Lurdes). A idealização deste jardim, projectado pelo Sr. Professor Luís Torres de Castro, sustenta-se sobre a integração permanente do visitante com o ambiente, ao longo de aproximadamente 80 Ha de superfície ocupados.

O Jardim Botânico integra-se assim naturalmente no campus da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e estende-se, hoje, por cerca de 120 hectares, 30 dos quais com vocação agrícola e aproveitados para ensaios dos departamentos das Ciências Agrárias. Matas de castanheiros, carvalhos autóctones, pinheiros, eucaliptos ocupam cerca de 10 Ha deste magnífico espaço. Contempla ainda 17 colecções temáticas: Plantas arcaicas, Aromáticas e Medicinais, Fruteiras silvestres, Plantas de cobertura, Resinosas ornamentais, Mediterrânicas Calcicolas, Mediterrânicas Silicicolas, Mortórios do Douro, Colecção Florestal, Ericáceas, Cistáceas e Leguminosas, Mirtáceas e Fagáceas.

Museu Vivo

Os jardins botânicos são museus vivos. Cada um dos elementos destes museus é um germoplasma próprio e particular, com uma determinada procedência e uma história natural genuína. Ao longo dos diferentes espaços do museu seremos testemunhas de diversas estratégias evolutivas, comportamentos, aptidões,... em definitiva variabilidade. A variabilidade foi o fenómeno natural que levou Darwin a sua teoria da seleção natural, pois essa variabilidade é a expressão das respostas dos indivíduos, que haverá de interagir com o ambiente em que se encontrem. Nessa variabilidade está registado todo o processo evolutivo do indivíduo, que depois pode ser sistematizado. As coleções do Jardim Botânico da UTAD permitem observar essas variabilidades, sistematizadas e organizadas ao longo dos muitos espaços que surgem na Quinta de Prados, Quinta de Lurdes e nas Escarpas.

Mas este museu de vida nasce com uma visão diferente, mais próxima ao visitante, mais acessível a todos aqueles que queiram contemplar este espaço público. De facto, uma das características mais diferenciais do Jardim Botânico da UTAD está nessa ansiedade comunicativa, que transforma uma área de trânsito e académica numa zona de contemplação e admiração natural. Esta perspetiva transforma a ideia clássica dos museus, recintos fechados, vigiados e com sistemas pré-estabelecidos de visitação. O Jardim Botânico da UTAD oferece um espaço aberto, em que o visitante descobre os segredos de uma natureza próxima ou muito distante, mas recusando o carácter enclaustrado próprio dos museus tradicionais. A projeção do Jardim para Portugal é refletida no extenso conjunto de informação que, sobre riqueza florística portuguesa, está acessível para o visitante.

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