Quercus pyrenaica Willd.

Espécie
Quercus pyrenaica
Descritor
Willd.
Género
Família
Ordem
Sub-classe
Hamamelididae
Classe
Magnoliopsida
Sub-divisão
Magnoliophytina (Angiospermae)
Divisão
Spermatophyta
Tipo Fisionómico
Mesofanerófito
Distribuição Geral
SW Europa e N Marrocos
Nome(s) comum
Carvalho-da-Beira
Carvalho-negral
Carvalho-pardo-da-beira
Carvalho-pardo-do-Minho
Habitat/Ecologia
Matos
Sinonimias
Quercus pyrenaica prol. toza (Bastard) Samp.
Quercus aurin Bosc
Quercus brossa Bosc
Quercus tauza Desf.
Quercus stolonifera Lapeyr.
Quercus tauzin Pers.
Quercus tauzinii Bubani
Quercus toza Bastard
Quercus toza stenocarpa Rouy
Quercus toza humilis Nyman
Quercus pyrenaica brachyloba O.Schwarz
Quercus lanuginosa palensis (Palassou) A.Camus
Quercus cerris DC., sensu auct.
Época Floração
Abril - Maio
No JBUTAD
Sim - D9 H4

Galeria de imagens

Fotografia de capa Quercus pyrenaica - do Jardim Botânico
Fotografia 1 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 2 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 3 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 4 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 5 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 6 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 7 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 8 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 9 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 10 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 11 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 12 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 13 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 14 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 15 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 16 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 17 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 18 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 19 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 20 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 21 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 22 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 23 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 24 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 25 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 26 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 27 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 28 da espécie Quercus pyrenaica do Jardim Botânico UTAD

Distribuição em Portugal

 

Noroeste ocidental
Noroeste montanhoso
Nordeste ultrabásico
Nordeste leonês
Terra quente
Terra fria
Centro-norte
Centro-oeste calcário
Centro-oeste arenoso
Centro-oeste olissiponense
Centro-oeste cintrano
Centro-leste motanhoso
Centro-leste de campina
Centro-sul miocénico
Centro-sul arrabidense
Centro-sul plistocénico
Sudeste setentrional
Sudeste meridional
Sudoeste setentrional
Sudoeste meridional
Sudoeste montanhoso
Barrocal algarvio
Barlavento
Sotavento
Berlengas

Espécie de interesse florestal

Informação cedida por

Distribuição geral: Esta espécie distribui-se pelo Sudoeste da Europa desde o Ocidente de França até Portugal e Norte de África. Tem maior expressão nos níveis basal, submontano e montano dos sistemas montanhosos situados na metade Norte da Península Ibérica, onde ocupa estações predominantemente submediterrânicas. Vegeta nas montanhas do Norte de Marrocos em muito reduzidas manchas. Adapta-se com facilidade às condições de continentalidade das terras altas e frias, surgindo em Portugal principalmente em Trás-os-Montes, na Beira Alta e no Alto Alentejo.

Caracterização geral: Encontra-se em climas com influências mediterrânicas e/ou continentais. Eleva se pouco, não ultrapassando em França os 500 m. Muito embora, a sua adaptação a climas muito continentais, permite a esta espécie alcançar na Galiza os 1300-1500 m de altitude. Tolera uma determinada secura estival, necessitando de um mínimo de 700 mm de precipitação anual para se desenvolver. Suporta bem o frio e a neve no Inverno. É uma espécie considerada como de meia luz a luz e de temperamento robusto. Vegeta em diversos tipos de solos, chegando a suportar algum encharcamento temporário. Agradece solos siliciosos puros ou misturados com argila, quer sejam secos, húmidos, de natureza xistosa ou granítica. Espécie meso-acidófila a acidófila, calcífuga, não tolerando igualmente solos ricos em carbonatos. Regenera bem de semente, bem de cepa e emite rebentos de raiz muito abundantes. É uma árvore que pode alcançar os 25-30 m de altura. Pode apresentar um porte tortuoso, o qual poderá ser corrigido com boas práticas silvícolas e minimizado se os povoamentos não forem assolados por incêndios e outros danos. O sistema radicular é forte e pivotante, proporcionando à árvore uma grande resistência mecânica aos ventos. Emite adicionalmente um grande emaranhado de raízes superficiais, capazes de gerar numerosos rebentos como resposta ao corte ou ao fogo. Este Carvalho propaga-se naturalmente através dos rebentos de raiz. A instalação é feita em povoamento puro ou misto.

Propriedades e utilizações: A madeira possui características físicas e mecânicas similares à de outros carvalhos. O processo de secagem é lento, como acontece com outros carvalhos, podendo ser realizada de forma natural ao ar ou artificial em secadores. Tem a particularidade de resistir ao ataque de fungos de podridão e insetos, excetuando as térmitas. Fornece uma madeira para usos de elevada qualidade. Possui um grande potencial de utilização em marcenaria e carpintaria pelas suas boas qualidades decorativas, bem como, em coberturas de pavimentos e paredes. Como madeira estrutural é possível a aplicação em construção civil, em estruturas de escadas, vigas e outros elementos estruturais e decorativos. Utiliza-se em Espanha para construção de aduelas de barril e travessas de ferrovia. A lenha e carvão vegetal são de boa qualidade. O carvalho-negral possui também interesse como ornamental. É uma espécie que atua como colonizadora de terrenos queimados ou isentos de coberto vegetal.

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Ficha técnica da espécie
Quercus pyrenaica

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