Pinus halepensis Mill.

Espécie
Pinus halepensis
Descritor
Mill.
Género
Família
Ordem
Sub-classe
Pinidae
Classe
Pinatae
Sub-divisão
Coniferophytina
Divisão
Spermatophyta
Tipo Fisionómico
Mesofanerófito
Distribuição Geral
Região Mediterrânica; subespontânea em Portugal continental
Nome(s) comum
Pinheiro-de-Alepo
Pinheiro-francês
Habitat/Ecologia
Matagais
Terrenos incultos
Sinonimias
Não tem
Época Floração
Março - Maio
No JBUTAD
Sim - C4
Colecção temática
Não pertence a nenhuma colecção.

Galeria de imagens

Fotografia de capa Pinus halepensis - do Jardim Botânico
Fotografia 1 da espécie Pinus halepensis do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 2 da espécie Pinus halepensis do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 3 da espécie Pinus halepensis do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 4 da espécie Pinus halepensis do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 5 da espécie Pinus halepensis do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 6 da espécie Pinus halepensis do Jardim Botânico UTAD

Submissão de fotografias temporáriamente não disponível.

Distribuição em Portugal

 

Noroeste ocidental
Noroeste montanhoso
Nordeste ultrabásico
Nordeste leonês
Terra quente
Terra fria
Centro-norte
Centro-oeste calcário
Centro-oeste arenoso
Centro-oeste olissiponense
Centro-oeste cintrano
Centro-leste motanhoso
Centro-leste de campina
Centro-sul miocénico
Centro-sul arrabidense
Centro-sul plistocénico
Sudeste setentrional
Sudeste meridional
Sudoeste setentrional
Sudoeste meridional
Sudoeste montanhoso
Barrocal algarvio
Barlavento
Sotavento
Berlengas

Espécie de interesse florestal

Informação cedida por

Distribuição geral: É uma espécie que vegeta naturalmente em toda a bacia mediterrânica, nomeadamente em Marrocos, Argélia, Tunísia, Espanha, França, Itália, Jugoslávia, Albânia, Grécia, Turquia, Síria e Líbano. Surge com maior frequência em França, Espanha e Itália. Aparece raramente na região mediterrânica oriental, consociada com o Pinus brutia. É uma espécie indígena em Portugal. A sua presença é pontual, com maior relevância em zonas de substrato calcário do Maciço Estremenho e no Algarve.

Caracterização geral: É de comportamento muito frugal. Revela um temperamento termófilo, xerófilo e heliófilo. Vegeta até aos 1600 m e suporta sem dificuldade períodos prolongados de seca. Parâmetros termoclimáticos requeridos: temperatura média anual de 11 a 19°C; média das mínimas do mês mais frio de -2 a 6°C; média das máximas do mês mais quente de 27 a 32°C. Apesar de ser particularmente sensível a temperaturas médias das mínimas do mês mais frio inferiores a -3°C, pode vegetar com temperaturas extremas de -15°C a 43°C. Requer precipitações médias anuais de 200 a 1500 mm para sobreviver, com o ótimo entre os 350 e os 700 mm para um bom desenvolvimento. Tem preferência por solos argilo-calcários, mesmo que pouco profundos ou muito rochosos, na condição que estejam fissurados. Apresenta grande tolerância à acidez e ao teor em calcário activo. É pouco exigente em fertilidade do solo. É uma espécie muito rústica, conseguindo sobreviver em solos esqueléticos e muito pedregosos. Tolera bastante mal os solos arenosos e a presença de um lençol freático muito superficial. A frutificação é abundante a partir dos 15-20 anos, sendo grande a capacidade de dispersão. Pode atingir 25 a 30 m de altura. Apresenta copas rarefeitas, as quais deixam passar a luz, permitindo a diversas espécies arbustivas desenvolverem-se. Os povoamentos puros são por este motivo bastante sensíveis aos incêndios. Em estações de qualidade superior pode atingir os 150 anos de longevidade. A plantação apenas se justifica quando se pretende uma rápida cobertura do solo. Quando tal não se justifica, deve aproveitar se o poder colonizador desta espécie, plantando alguns grupos de dispersão de semente. As desramações permitem prevenir os incêndios de maiores proporções, criando uma zona de descontinuidade entre o andar de copas e os estratos inferiores. As limpezas interespecíficas nas primeiras idades são indispensáveis porque esta espécie apresenta uma fraca densidade de copa, permitindo a matos heliófilos desenvolverem se. No entanto deverão ser moderadas. O principal interesse desta espécie radica na proteção e recuperação de solos degradados em estações mediterrânicas. Por outro lado, os seus povoamentos estimulam a regeneração natural de quercíneas, como é o caso da azinheira e carvalho cerquinho. O pinheiro do Alepo poderá ainda ser consociado com o sobreiro. Neste caso, oferece benefícios na proteção do solo e também no embelezamento do meio. O sobreiro assumirá uma função “pivot” e de espécie dominante dos povoamentos mistos, dado fazer parte da silvo-climática local e pelo interesse óbvio da cortiça e da frutificação para a reinstalação da fauna indígena.

Propriedades e utilizações: A madeira apresenta um cerne distinto, de tom avermelhado e pouco abundante e borne branco amarelado. A densidade é de 550 kg/m3 a 12% de humidade. É fácil de serrar, embora dificultada pela tortuosidade dos toros. Seca com facilidade e rapidez. Produz lenho de débil qualidade. Pode ser utilizado em construção, estacaria, postes, embalagens, aglomerados e celulose. Embora em Portugal não haja tradição de proceder à resinagem no pinheiro do Alepo, é a espécie que desencadeia maiores produtividades (1 a 4 kg/árvore/ano), além de que o produto obtido é de boa qualidade. É uma espécie que pode ser utilizada em povoamentos de proteção.

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Ficha técnica da espécie
Pinus halepensis

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