Colecção temática Cistáceas e Leguminosas

O Jurássico determina uma mudança climática extremamente importante para o desenvolvimento da vida. A fragmentação da Pangeia e a separação das crostas terrestres estimulará novamente as correntes marinhas e atmosféricas. Um clima mais húmido e ameno fará com que todas as linhas evolutivas angiospérmicas sejam objecto de uma diversificação explosiva. Na segunda metade do Jurássico começam a surgir plantas com flores mais simples (com menos peças florais -sépalas, pétalas, estames e carpelos-), com folhas simples ou compostas e uma enorme variedade de tamanhos e formas de vida (desde ervas com alguns dias de vida até grandes árvores com períodos de vida muito longos). Nesta fase destacam duas famílias especialmente, as Cistáceas (Cistaceae) e as Leguminosas (Leguminosae ou Fabaceae). Destas duas as Leguminosas mostram um tipo de flor extremamente curioso, a flor papilonácea, que com as suas sépalas livres altera radicalmente a sua simetria, passando a formar flores com simetria bilateral. Este fenómeno mostra já uma vontade de selecção em relação ao seu polinizador, ao mesmo tempo que marca a tendência que mais tarde virá a concrescer as pétalas.

Estevas, sargaços, giestas, tojos, carqueijas, codeços, ervilhacas, trevos ou tremoceiros são alguns dos exemplos que podemos encontrar nesta colecção. Juntamente com estas espécies silvestres também será possível observar uma forma antiga da evolução floral das leguminosas, as Caesalpinoideas. Esta subfamília está representada por espécies paleo e neotropicais, com as suas imponentes flores caracterizadas pela formação de estames de tamanhos desproporcionados, que oferecem à flor uma diversidade deslumbrante de tonalidades.

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