Cupressus lusitanica Mill.

Espécie
Cupressus lusitanica
Descritor
Mill.
Género
Família
Ordem
Sub-classe
Pinidae
Classe
Pinatae
Sub-divisão
Coniferophytina
Divisão
Spermatophyta
Tipo Fisionómico
Megafanerófito
Distribuição Geral
Guatemala ao México e C América N
Nome(s) comum
Cedro-de-Goa
Cedro-do-Buçaco
Cipreste-do-Buçaco
Habitat/Ecologia
Matos
Sinonimias
Não tem
Época Floração
Março - Março
No JBUTAD
Sim - C4 C5 C6
Colecção temática
Não pertence a nenhuma colecção.

Galeria de imagens

Fotografia de capa Cupressus lusitanica - do Jardim Botânico
Fotografia 1 da espécie Cupressus lusitanica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 2 da espécie Cupressus lusitanica do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 3 da espécie Cupressus lusitanica do Jardim Botânico UTAD

Submissão de fotografias temporáriamente não disponível.

Distribuição em Portugal

 

Noroeste ocidental
Noroeste montanhoso
Nordeste ultrabásico
Nordeste leonês
Terra quente
Terra fria
Centro-norte
Centro-oeste calcário
Centro-oeste arenoso
Centro-oeste olissiponense
Centro-oeste cintrano
Centro-leste motanhoso
Centro-leste de campina
Centro-sul miocénico
Centro-sul arrabidense
Centro-sul plistocénico
Sudeste setentrional
Sudeste meridional
Sudoeste setentrional
Sudoeste meridional
Sudoeste montanhoso
Barrocal algarvio
Barlavento
Sotavento
Berlengas

Espécie de interesse florestal

Informação cedida por

Distribuição geral: É uma espécie espontânea no México e na Guatemala, encontrando-se em zonas próprias, situadas entre os paralelos 15° e 28° de latitude Norte e 89° a 108° de longitude Oeste. No México, onde apresenta larga expansão, vegeta até aos 3200 m de altitude, essencialmente nas encostas e ravinas profundas, onde a humidade é constante. Em geral, na sua área de distribuição natural, surge nas regiões do género Pinus e acima dos 3100 m da altitude, encontra-se conjuntamente com os abetos. Atualmente, vegeta na Califórnia, África Oriental, Nova Zelândia, Portugal, Espanha, França, Itália e Brasil. Entre os ciprestes é a espécie mais difundida em Portugal. Na Mata do Buçaco poderão encontrar se alguns exemplares dignos de nota pelas suas dimensões e idade.

Caracterização geral: Ocorre essencialmente em regiões com uma temperatura média anual que varia entre os 10°C e os 17°C, em que o período mais quente se regista nos meses de Maio, Junho e Julho e o período mais frio nos meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro. Registam-se os melhores desenvolvimentos em clima subtropical, com estações chuvosas mas que apresentem pouco frio e neve, isto é, invernos suaves e bastante humidade e calor ameno nas outras estações. Requer nestas condições, níveis de precipitação média anual acima dos 800 mm. Tolera no entanto valores de precipitação média anual na ordem dos 400 mm e de precipitação estival rondando os 20 a 30 mm, mas com consequente quebra de desenvolvimento. É considerada uma espécie heliófila. Na sua região de origem, tem preferência por solos de substrato vulcânico, húmidos, situados em planícies e no sopé das montanhas. Em Portugal, tem-se adaptado bem a solos provenientes de rochas sedimentares, nomeadamente arenitos e calcários e rochas eruptivas, em particular granitos e diorítos. Em Portugal esta essência frutifica com abundância e aos seis anos já produz sementes férteis. Pode atingir os 20 a 30 m de altura. Apresenta copa piramidal nos indivíduos novos, geralmente rasa nos adultos. De taxas de crescimento relativamente maiores que o pinheiro – bravo. O corte final é realizado aos 40-45 anos.

Propriedades e utilizações: 0 cipreste do Buçaco é de rápido crescimento, é uma espécie vocacionada para a produção lenhosa e possui lenho de boa qualidade. Este apresenta cerne amarelo dourado ou acastanhado e borne amarelo. Regista uma densidade de 465 kg/m3 a 12% de humidade. A serração fácil é dificultada por nós mortos. Seca facilmente e rapidamente. É bastante resistente a infestações e infeções. A madeira é utilizada para a construção em elementos estruturais e limpos, mobiliário maciço, painéis decorativos, carpintaria fina, contraplacados, folheados, microlaminados, aglomerados de partículas e celulose. A espécie tem interesse na proteção em sebes vivas e cortinas de abrigo contra o vento. Nas estações de melhor qualidade, a sua abundante ramificação possibilita o ensombramento do solo e reduz o desenvolvimento de matos heliófilos.

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Ficha técnica da espécie
Cupressus lusitanica

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