Juglans regia L.

Espécie
Juglans regia
Descritor
L.
Género
Família
Ordem
Sub-classe
Hamamelididae
Classe
Magnoliopsida
Sub-divisão
Magnoliophytina (Angiospermae)
Divisão
Spermatophyta
Tipo Fisionómico
Mesofanerófito
Distribuição Geral
Oriunda da Grécia e Península Balcânica; naturalizada a S e W Europa e N Portugal
Nome(s) comum
Nogueira
Nogueira-comum
Nogueira-Europeia
Habitat/Ecologia
Ripícola
Sinonimias
Não tem
Época Floração
Abril - Maio
No JBUTAD
Sim - A3 A7
Colecção temática
Não pertence a nenhuma colecção.

Galeria de imagens

Fotografia de capa Juglans regia - do Jardim Botânico
Fotografia 1 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 2 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 3 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 4 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 5 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 6 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 7 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 8 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 9 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 10 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 11 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 12 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD
Fotografia 13 da espécie Juglans regia do Jardim Botânico UTAD

Submissão de fotografias temporáriamente não disponível.

Distribuição em Portugal

 

Noroeste ocidental
Noroeste montanhoso
Nordeste ultrabásico
Nordeste leonês
Terra quente
Terra fria
Centro-norte
Centro-oeste calcário
Centro-oeste arenoso
Centro-oeste olissiponense
Centro-oeste cintrano
Centro-leste motanhoso
Centro-leste de campina
Centro-sul miocénico
Centro-sul arrabidense
Centro-sul plistocénico
Sudeste setentrional
Sudeste meridional
Sudoeste setentrional
Sudoeste meridional
Sudoeste montanhoso
Barrocal algarvio
Barlavento
Sotavento
Berlengas

Espécie de interesse florestal

Informação cedida por

Distribuição geral: Originária dos Balcãs, a Nogueira-comum tem vindo a ser cultivada em toda a Europa central (França, Itália, Suíça, Espanha, Portugal) desde tempos imemoriais.

Caracterização geral: Vegeta até aos 900 m de altitude e esporadicamente em exposições favoráveis, até cerca de 1000 m. Necessita de temperaturas médias mensais superiores a 10ºC durante um período mínimo de 6 meses ao ano. Suporta frios intensos no Inverno, mas, é sensível às geadas primaveris tardias, requerendo um período vegetativo minimamente prolongado e quente. Para um ótimo desenvolvimento, requer climas oceânicos com precipitação média anual mínima de 700 mm. Pode suportar secura ambiental durante vários meses desde que disponha de um solo profundo com suficiente humidade. As estações privilegiadas revelam ar seco no Verão enquanto o solo permanece fresco. Uma excessiva humidade ambiental favorece o desenvolvimento de doenças. As exposições soalheiras são em geral favoráveis para esta espécie, mas devem evitar-se quando impeditivas de assegurar alguma humidade do solo no Verão e quando possam originar "golpes de calor", os quais tenderão a produzir queimaduras e necroses no tronco. Para a Península Ibérica em geral, a nogueira é considerada uma espécie de meia-luz, de temperamento algo delicado. Requer proteção lateral pelo menos durante os primeiros anos de vida e deverão evitar se as localizações submetidas a fortes ventos. Requer uma boa qualidade de solo: terrenos profundos, num mínimo de 60 cm, férteis, permeáveis, soltos e neutros ou ligeiramente ácidos, mas com uma certa riqueza em calcário. Receia os solos superficiais ou muito filtrantes, assim como solos compactos excessivamente argilosos, húmidos ou mal drenados, os quais podem provocar asfixia radicular. Esta espécie é reservada para as melhores estações: planícies, aluviões, coaluviões de fundo de encosta, cones torrenciais ou, por vezes, entulhos. Não suporta os solos excessivamente húmidos. Os terrenos ricos em areia são-lhe favoráveis, na condição de que não se trate de areia pura, possuam boa reserva em água e uma vegetação a acompanhar, enriquecedora em húmus. É bastante exigente em sais minerais. A nogueira pode alcançar os 25 30 m de altura e grandes diâmetros de fuste. Possui copa ampla, arredondada e densa, com tronco reto e cilíndrico. O sistema radicular é pivotante e potente, desenvolvendo adicionalmente raízes secundárias superficiais. A longevidade é de 1 a 3 séculos. Os pés de nogueira requerem cuidados culturais intensivos. No decorrer dos primeiros anos, é bastante conveniente realizar limpezas localizadas com mobilização pouco profunda do solo, executadas desde o início e com regularidade.

Propriedades e utilizações: A madeira é de qualidade excelente. Apresenta uma coloração cinzenta clara com cerne bem diferenciado em cinzento escuro. Recém cortada tem um aroma ácido característico. É de fibra reta e grão fino. É medianamente dura, homogénea, pesada e bastante elástica. A densidade é de 670 kg/m3, seca ao ar. É bastante estável, algo resistente à intempérie e ataques fúngicos, mas não de insetos. Admite o curvado, serra se com dificuldade e seca lentamente. As características mais valorizadas em termos aplicacionais é a sua estabilidade, facilidade de mecanização e valor decorativo do seu desenho. É uma madeira que se utilizada em revestimentos, laminados, pavimentação e como madeira maciça para marcenaria de luxo, tornearia e coronhas de armas de fogo. O fruto é bastante apreciado.

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Ficha técnica da espécie
Juglans regia

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(mesmo género)

Utilização das Imagens

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