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Bartsia trixago L.

Espécie:
Bartsia trixago
Descritor:
L.
Género:
Família:
Ordem:
Sub-classe:
Lamiidae
Classe:
Magnoliopsida
Sub-divisão:
Magnoliophytina (Angiospermae)
Divisão:
Spermatophyta
Tipo Fisionómico:
Terófito
Distribuição Geral:
S Europa
Dist. em Portugal:
Mapa não disponível
Nome Comum:
Flor-de-ouro
Habitat/Ecologia:
Terrenos incultos
Ruderal
Relvados húmidos
Sinonimias
Bellardia trixago (L.) All.
Época Floração:
Abril - Julho
No JB-UTAD:
Sim - D4 D7 D8
Colecção temática:
Não pertence a nenhuma colecção.

Fotografia da Bartsia trixago

Galeria de imagens

Fotografia 1 da espécie Bartsia trixago no Jardim Botânico UTADFotografia 2 da espécie Bartsia trixago no Jardim Botânico UTADFotografia 3 da espécie Bartsia trixago no Jardim Botânico UTADFotografia 4 da espécie Bartsia trixago no Jardim Botânico UTAD

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História e Evolução

As antigas tribos indo-ameríndias tiveram o mesmo problema que hoje temos com os nossos resíduos: que fazer com eles? Porém, estas civilizações encontraram uma solução que para nós ainda é um quebra-cabeças: a sua reutilização. Não só eram utilizados para compostagem, como também faziam com eles numerosíssimos remédios, cremes e cataplasmas (além de drogas e estupefacientes que ajudavam a passar o dia-a-dia destas, ainda misteriosas, tribos).

É perfeitamente compreensível que as Câmaras Municipais estejam desesperadas, na sua procura incessante por soluções viáveis para essas gigantescas toneladas de resíduos. Mas, curiosamente, as nossas companheiras de percurso -também vasculares como nós- souberam criar um sistema realmente formidável: reutilizá-lo. Essa recriação dos seus lixos foi tão bem sucedida que acabou por garantir competitividade ecológica. Não devemos ter qualquer dúvida, o lixo é mesmo bom!

Para ter uma ideia do esplendoroso êxito de tão complexo e laborioso processo, perguntemos aos milhares de milhões de pessoas que tomam habitualmente chã; consultemos as composições químicas de quase todos os medicamentos; deleitemos os nossos sentidos olfativos com os perfumes exalados das colónias, cremes e sabonetes; ou tentemos convencer aos americanos, para que nos desvelem a fórmula secreta com a que elaboram as suas refrescantes e revigorizantes gasosas. Tudo isso e muito mais é feito com esse delicioso elixir que as nossas amigas as plantas criam: lixo.

Como exemplo vemos hoje uma Bartsia trixago L., mais popularmente conhecida como Flor-de-ouro (ou também Boca-de-dragão). Olhemos com alguma atenção para esse verdadeiro tapete de pêlos glandulosos que envolvem as suas folhas e caules. O delicado e profundo cheiro que estas plantas emitem é resultados da elevada concentração de metabolitos (palavra muito sofisticada, utilizada para não dizer cocô e xixi, que sempre resulta mais ordinário…). Esta proteção é fundamental para que os insetos não incomodem, controla a transpiração, acumula humidade quando o calor e a evaporação apertam. Contudo, não deve resultar uma surpresa que passar a nossa mão por esta superfície aveludada possa ser uma experiência certamente incomodativa, pois fará com que fiquemos com os dedos peganhentos e viscosos. Os metabolitos são sempre assim de “simpáticos”. Mas as suas utilidades ainda só começaram a ser conhecidas. Para já os investigadores estão a descobrir as formidáveis utilidades na perfumaria. Não tarda por esperar e já virão mais novidades. Uma coisa é certa, e já o nome vulgar da Bartsia trixago o diz: onde há lixo há sempre ouro!




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Utilize os seguintes endereços:

Fotogafias de espécie:
https://jb.utad.pt/imagem/776
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https://jb.utad.pt/imagem/1542
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