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Aristolochia paucinervis Pomel

Espécie:
Aristolochia paucinervis
Descritor:
Pomel
Género:
Família:
Ordem:
Sub-classe:
Magnoliidae
Classe:
Magnoliopsida
Sub-divisão:
Magnoliophytina (Angiospermae)
Divisão:
Spermatophyta
Tipo Fisionómico:
Caméfito
Distribuição Geral:
Região Mediterrânica e Macaronésia
Dist. em Portugal:
Mapa não disponível
Nome Comum:
Aristolóquia
Aristolóquia-fibrosa
Aristolóquia-longa
Erva-bicha
Erva-bicha-dos-hervanários
Estolóquia
Estrelamim
Pistolóquia
Habitat/Ecologia:
Matos
Matagais
Ruderal
Sinonimias
Aristolochia longa auct.
Aristolochia longa L.
Aristolochia longa L. subsp. pallida auct.
Aristolochia clematitis sensu P. Cout.
Época Floração:
Março - Julho
No JB-UTAD:
Sim - D4 D7 D8
Colecção temática:
Não pertence a nenhuma colecção.

Fotografia da Aristolochia paucinervis

Galeria de imagens

Fotografia 1 da espécie Aristolochia paucinervis no Jardim Botânico UTADFotografia 2 da espécie Aristolochia paucinervis no Jardim Botânico UTADFotografia 3 da espécie Aristolochia paucinervis no Jardim Botânico UTAD

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História e Evolução

A preparação da simetria bilateral nas flores e o concrescimento das peças involucrais foram tarefas muito bem assumidas pelas pré-Rosídeas. O exemplo de hoje é um dos sinais mais marcantes deste esforço imaginativo. A vulgarmente conhecida por Erva-bicha ou Estolóquia (Aristolochia paucinervis Pomel, família Aristolochiaceae, Ordem Piperales) conserva uma das aventuras filobiogeográficas mais emocionantes da nossa atual flora. Aqui temos uma liana, que já foi árvore e que acabou por se transformar numa erva vivaz. Tão inesperado e cambiante indivíduo é um tropicalismo que consegue estar em bosques húmidos como monçónicos, em matagais ou em culturas, sobre solos quase inexistentes ou em vales de substratos profundos. Mas o mais curioso de tão misteriosa e polifacetada personagem está no facto de se tratar de um autêntico marginalizado social, vítima de um passado glorioso e de um presente cruel. As Aristoloquiáceas são aquele irmão que abandonou o calor do fogar paterno para conhecer o mundo. Lá, na sua terra, fazia o trabalho que as outras Piperales não gostavam de fazer: ajudar à reconstrução dos bosques e ao recobrimento vegetal. Para fazer tão difíceis tarefas, as Aristoloquiáceas tiveram que jogar com a plasticidade morfológica de forma nunca antes vista entre as pré-Rosídeas da época (de facto, as distinções morfológicas utilizadas para distinguir as espécies deste género -ou até algum género desta família- são, muitas vezes, difíceis de discernir). Estamos perante uma verdadeira aula de evolução: afinal os indivíduos não são escravos do ambiente.

Reparem num pormenor, que acabou por marcar a discussão darwiniana: as alterações morfo-genéticas serão uma resposta direta à adaptabilidade dos indivíduos às condições ambientais? A resposta de Haeckel a esta interrogante foi tão firme que ainda hoje os alunos das escolas e liceus do mundo julgam que sim. Que sim o quê? Pois que somos umas vítimas do ambiente e a evolução é uma resposta à variabilidade ambiental que nos envolve. Ainda bem que as Aristoloquiáceas estão entre connosco para pôr em causa tão reducionista visão.

Se fossemos vítimas indiscutíveis das condições ambientais as Aristoloquiáceas teriam fracassado rotundamente. Por que razão? Pois porque não teriam adquirido essa imponente plasticidade que as caracteriza. Nunca esqueçamos que ser escravo implica uma disciplina férrea dos comportamentos. Já houve entre as Gimnospérmicas uma certa tendência nesse sentido, e assim pagaram tão arriscada opção... Olhando para as formas de vida e para as pinturescas flores das Aristoloquiáceas, com o seu invólucro simples concrescido e esses riscos escuros no interior desses magníficos jarros que conformam as suas flores (indicando o caminho que o polinizador deve seguir para encontrar os nectários), podemos afirmar que os processos evolutivos são demasiado caóticos ainda para a nossa tão limitada compreensão.




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