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Ammi visnaga (L.) Lam.

Espécie:
Ammi visnaga
Descritor:
(L.) Lam.
Género:
Família:
Ordem:
Sub-classe:
Asteridae
Classe:
Magnoliopsida
Sub-divisão:
Magnoliophytina (Angiospermae)
Divisão:
Spermatophyta
Tipo Fisionómico:
Terófito
Distribuição Geral:
Região Mediterrânica
Dist. em Portugal:
Mapa não disponível
Nome Comum:
Âmio-bisnaga
Bisnaga-das-searas
Paliteira
Habitat/Ecologia:
Terrenos cultivados
Ruderal
Sinonimias
Não tem
Época Floração:
Maio - Setembro
No JB-UTAD:
Sim - D4 D7 D8
Colecção temática:
Não pertence a nenhuma colecção.

Perfil farmacológico

  • PT Relaxante muscular, analgésico para a dor causada por cáculos renais, Propriedades antiasmáticas (óleo essencial: quelinas). 29
  • PT Relaxante muscular, analgésico para a dor causada por cáculos renais, Propriedades antiasmáticas (óleo essencial: quelinas). 56
  • PT Diurético (sementes). 108
  • PT Antiespasmódicos do músculo dos brônquios (uso interno: sementes). 29
  • PT Dilatação dos vasos brônquicos, do sangue e urinários sem afetar a tensão arterial. 56
  • TX Dermatite e/ou Fotossensibilidade, Deve ser evitado durante a gravidez e lactação, Obstipação, Perda de apetite, Dores de cabeça, Vertigens, Náuseas e Vómitos. 112
  • IF Interfere com anticoagulantes (ex.: Varfarina). 112
  • IF Pode interagir com fármacos de atividade semelhante.
Fotografia da Ammi visnaga

Galeria de imagens

Fotografia 1 da espécie Ammi visnaga no Jardim Botânico UTADFotografia 2 da espécie Ammi visnaga no Jardim Botânico UTAD

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História e Evolução

Na passada semana começamos a assistir aos efeitos do controlo do desenvolvimento caulogénico nas plantas vasculares. Este fenómeno permite que os indivíduos consigam diversificar as suas formas, gerando uma cada vez maior variedade de respostas nos ecossistemas. Só por essa razão deveria ser um fenómeno bom para a vida. Porém resulta paradigmático que tal circunstância não seja boa, pelo simples facto de também não ser má. Simplesmente... é e mais nada...! Que quer dizer esta redução ao absurdo? Pois isso: os processos biológicos não são nem maus nem bons, unicamente são. Tal afirmação tão estéril pode parecer certamente idiota, mas nada mais longe dessa pretensão.

Os seres vivos precisam de distinguir entre o bom e o mau, para dessa forma podermos lutar pela nossa sobrevivência. Um fenómeno como este cria em todos nós uma dualidade extrema, com base na qual vamos sorteando sortes e azares, conforme a tipificação prévia entre o que nos pode beneficiar e o que nos prejudicaria. Este comportamento bimodal é aplicado para tudo, até para analisarmos processos como a evolução. Pensamos, na nossa insistência por separar o velho do novo, que os indivíduos vão aperfeiçoando-se ao longo de escalas espaço temporais e nada mais longe da realidade. Os processos evolutivos, como qualquer outro processo biológico, não respondem a esse critério dual, em que o anterior era mais velho e pior do que o mais recente. O que está sempre em causa é a própria capacidade de combinar, que facilita uma maior diversidade de formas, estratégias, comportamentos e, portanto, de respostas.

Hoje voltamos a observar um caso de inflorescência composta, semelhante ao que observámos com o Sedum forsterianum da passada semana. Neste caso estamos perante uma inflorescência puramente corimbiforme, tecnicamente designada por “umbela”. Os ramos floríferos que distinguimos neste magnífico conjunto de órgãos florais da Bisnaga-das-searas (Ammi visnaga (L.) Lam. são agora ramos de crescimento indefinido (já não cimosos, como no caso do Arroz-das-paredes, mas sim “racemosos”), que congregam todas as flores pediceladas nos seus ápices. Surge assim um tipo de conjunto floral extrema e delicadamente curioso, semelhante aos raios de um guarda-chuva mas certamente mais complexo.

Este tipo de inflorescência não é melhor ou pior do que a constituída por ramos cimosos, é só diferente. De facto não responde a períodos evolutivos diferentes, pois ambas formam parte da evolução florística da segunda metade do Cretácico. A inflorescência cimosa e a racemosa evoluem de modo paralelo, no que numa linguagem mais técnica apelidamos de “parafilexias”, pois são processos evolutivos que decorrem de modo independente. Pelo menos aparentemente, pois em evolução só há uma única certeza: a relatividade...




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