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Asplenium billotii F.W.Schultz

Espécie:
Asplenium billotii
Descritor:
F.W.Schultz
Género:
Família:
Ordem:
Sub-classe:
-
Classe:
Polypodiopsida (Filicopsida)
Sub-divisão:
-
Divisão:
Monilophyta (Pteridophyta)
Tipo Fisionómico:
Hemicriptófito
Distribuição Geral:
Europa atlântica; W Região Mediterrânica e Macaronésia (excepto Cabo Verde)
Dist. em Portugal:
Mapa não disponível
Nome Comum:
Fentilho
Fetilhos
Habitat/Ecologia:
Matos
Ruderal
Rupícola
Sinonimias
Asplenium lanceolatum Huds.
Asplenium obovatum Viv.
Época Floração:
Todo o ano
No JB-UTAD:
Sim - D4 D7 D8
Colecção temática:
Não pertence a nenhuma colecção.

Perfil farmacológico

  • TX Efeitos psicoativos neurotóxicos (inalação e ingestão). 68
Fotografia da Asplenium billotii

Galeria de imagens

Fotografia 1 da espécie Asplenium billotii no Jardim Botânico UTAD

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História e Evolução

A nossa visão dos processos evolutivos é certamente frágil e caricata. Persistimos na ideia determinística do aperfeiçoamento do indivíduo ao longo de uma escala temporal, e para justificar o injustificável definimos esquemas filogenéticos em que partimos de formas “primitivas” para chegarmos, após um determinado período de tempo, a formas recentes mais “desenvolvidas”. Em poucas palavras, a nossa ignorância é tanta que não somos capazes de explicar esta formidável diversidade que nos envolve sem termos de recorrer a pautas precisas de comportamento temporal. O princípio do problema está sempre na incompreensível mania do tempo. Numa escala como essa, obviamente, o que aparece antes é sempre mais antigo do que vai surgindo mais tarde. Mas isso quer dizer que o primeiro é mais primitivo do que acabaria por vir depois? Podíamos enumerar muitíssimos exemplos para demostrar que isto é uma verdade indiscutível, mas até que ponto é realmente indiscutível?

A foto de hoje é um exemplo desta dúvida. Nesta ocasião vemos uma “fronde” de Asplenium billoti F. W. Schultz, um Fetilho muito frequente nas paredes e taludes sombrios e frescos de Portugal (como de toda a Eurásia ocidental mais húmida e do Noroeste africano, bem como do Ocidente Macaronésico -entre as Canárias e os Açores-). Este género surge no Jurássico, de acordo com registos fósseis que confirmam a existência deste grupo de Filicatas "eusporangiadas" (fetos com esporângios que abrem através de um anel de células dorsal). Este tipo de reprodução foi tradicionalmente considerado como muito primitivo entre as plantas vasculares, atendendo ao facto de ter que recorrer a esporos para esta finalidade. Contudo, e embora possa parecer incompreensível, estes fetos filicatados foram evoluindo paralelamente às restantes plantas vasculares. Para termos uma ideia mais precisa, as pré-Rosídeas e Rosídeas são contemporâneas destas Filicatas, sendo que umas e outras continuam a formar parte da nossa flora atual. Parece ridículo não é? Se calhar mais ridículos somos nós enquanto continuemos a garantir que a evolução é um processo determinístico-temporal.



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Utilização das Imagens

Todas as fotografias do Jardim Botânico UTAD são publicadas sob uma licença CC BY-NC 4.0. Pode utiliza-las livremente, para fins não-comerciais, desde que credite o Jardim Botânico e o autor específico da fotografia caso exista. Para uso comercial ou utilização de alguma fotografia sem marca d'água queira entrar em contacto.

Utilize os seguintes endereços:

Fotogafias de espécie:
https://jb.utad.pt/imagem/7602

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